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Setembro 2008

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De.licio.us
Ficheiro Setembro 2008

 
Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o dominio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Lingua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto um homem sábio.


Roberto Oliveia - robnetrj - (cavaleiro mago)

Tag: mago

Almas Afins

27 set 2008


Almas Afins


"Almas afins, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta, ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre a Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.

Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As grandes vozes do céu ressoam com o toque da trombeta, e os coros dos anjos se reúnem. Almas afins, nós vos convidamos ao divino concerto: que vossas vozes se unam, e, num hino sagrado, se estendam e vibrem, de um extremo do Universo ao outro..."

O ESPÍRITO DE VERDADE

Roberto Oliveira (robnetrj)



Sentença

Mago:

Submeta tua alma a mim, Fada fraterna!

Galardoar-te-ei com a vida eterna...

Desvendar-te-ei a felicidade suprema

Aliviar-te-ei o fardo, repelindo o pesar...

Inundar-te-ei da alegria pura e plena.

Abrasar-te-ei com o verdadeiro calor do amar!

... E o que foi dito,
que seja escrito ...

Cavaleiro Mago


Fada:

A ti minha alma fraterna e ardente submeterei,
todo o meu ser apaixonado e carente te darei,
a dor da separação física sei que não temerei,
porque da tua recordação o resto da vida, viverei.

Quando os nossos espíritos leves se libertarem
e juntos, enfim, as estrelas brilhantes alcançarem,
dançarão cósmicos, étereos e eternos bailados...

Em evoluções bruxeleantes brilhando na noite escura,
quais amorosas galáxias unidas em beijos de luz pura
como orgasmos siderais que mortal algum
viu jamais.

Fada do Mago e do Drago

Fada das Letras

E que assim seja...

Dueto Mago & Fada

22 set 2008

Receba o Epíteto e o Bosque que te dei.   

Oferto-te com o que é mais possível
nesses instantes em que nossos corpos
jamais puderam se tocar em aprazível.

Receba com calor o que fiz com tanto ardor.
Submeti-me a sacrifícios para existir mérito,
pois sem os tais não há brio, sequer valor

Quero que sinta nesta obra linda
O máximo que a essência d’um ser
pode emanar para sua eleita querida
corroborar afeto, produzir prazer...

Se o crepúsculo que vem caindo, me anoitecer
entre neste teu bosque que aqui estarei
estimando a lisura no tecer
p'ra amainar o embalde desejo de te ver,
tocar, respirar, sentir e te envolver

Cingindo o teu sorriso ledo,
exaurindo o teu lacrimejar nostalgia,
certificando-te que há um dilúculo
onde jazeremos com a fidúcia

DE NUNCA MAIS HAVER ESTORVOS

NESTE ALMEJADO DEFRONTAR.

... e o que foi escrito que seja cumprido!

Cavaleiro Mago



De todo o coração, os receberei.   

Para sempre a tua Fada das Letras serei
e no bosque que me ofertaste, habitarei
Te esperarei nas luminosas madrugadas
Envolvida nas minhas frágeis e finas asas

Nunca mais experimentarei solidão e nostalgia
Aqui de tua alma enleada na minha, desfrutarei
Tua dádiva celestial, fonte de eterna alegria
Nesta vida e pela eternidade, cá te aguardarei

Se as vicissitudes da vida, se vieram manifestar
E as forças do mal de novo nos quiserem separar
No palácio que me ofertaste, me virei albergar
As emoções que me abonaste, irão me amparar

E se nesta vida terrena, nunca te puder tocar,
Ao encontro do teu corpo etéreo, irei voar
Em serenas madrugadas para te poder amar
Em voláteis luzes pelo bosque te irei abraçar

Se de mim tiveres saudades, vem-me visitar
Adentra meu bosque encantado, galopando
Na relva perfumada, vem comigo descansar
De tuas lutas e duras batalhas, irei te cuidar

Fada das Letras




Ato VIII - Epílogo


Epopéia com a Morte

- Refutação -

Meu nome, é Morte
Meu jugo é leve
e o meu toque,
suave...

Não faço colheita
temporão.
Resguardo no fundo do abismo
quem é jogado de precoce
Por aquele que se diz;
irmão.

Se pôr termo à própria vida
Não terás o meu
encontro.
estarás fugindo indócil
Ao teu próprio
desencontro.

Consinto ao vento derruir,
a folha amarelada,
p'ra que viva onde cair
outra relva persistida.

Se tombares inerte,
não fui eu
Alguma mazela,
que te abateu.

Mas não estarás
desvelado,
porque estarei
ao teu lado.

Teu irmão te ceifa
com todo prazer...
Sou o Ceifador?
Lastimam em teu jazer...
Mas, quem causou a dor?

Feneceram aquela rama
em ligeiro ofegar
p'ra
perfumar o teu féretro,
e
decorar a tua lousa.

O lar que te abriga,
o berço que te embala,
a alcova que te alivía,
a mobília que te conforta;

MADEIRAA!!!!!!!!!!!!!!!

Por que me temes assim?
Quando ganhaste vida:
Tua carne para o pó
Tu'alma para mim !

Dilaceras tua carne
grácil
Quando atentas abusão
Qual presa parva e
fácil
Vens em minha direção...

Sou tanto inadiável
quanto o surgir da alva
e tão notável,
quão a queda do ocaso

O meu vale não é das sombras.
Sombria, deve ser a tua alma!

Porque o meu jugo é leve
e o meu toque, suave

Alarmante, é a forma de findar...
P'ra que os vivos não se apressem,
em vir me pesquisar.

Cessai as tuas guerras,
Sustentai o aflorar,
Preservai as tuas terras,
Respeitai teus rios, ar e mar...

Por que temes a mim?

Com teu jeito de viver,
Tal maneira em governar...
Eu quem devo te temer,
quem careço, lamentar...

A vida, é a seqüência da morte.
A morte, é a conseqüência da vida.

Mas, meu jugo é leve
e o meu toque,
bem suave...

Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira - robnetrj)

Dead Can Dance (Os Mortos Podem Dançar) Música: Yulunga

O Alvo da Vida

15 set 2008

 
Havia, num bosque isolado, uma bonita violeta que vivia satisfeita com suas companheiras. Certa manhã, ergueu a cabeça e viu uma rosa que se balançava por cima dela, radiante e orgulhosa.

A violeta gemeu: Que pouca sorte eu tenho entre as flores! Que destino humilde o meu! Vivo colada à terra e não posso erguer a face para o sol, como fazem as rosas...

A Natureza ouviu e disse: “Que te aconteceu, filhinha? Apoderaram-se de ti as ambições vãs?”

Suplico-te, Mãe Poderosa (disse a violeta): “Transforma-me numa rosa, por um dia só que seja”.

Não sabes o que estás pedindo, respondeu a Natureza. Ignoras o que se esconde de infortúnios por trás das grandezas aparentes?

Transforma-me numa rosa, por um dia só que seja, e aceitarei todas as conseqüências das minhas aspirações e dos meus desejos.

A Natureza estendeu sua mão mágica ...

...e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa.

Na tarde daquele mesmo dia, o céu escureceu, e o vento e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as roseiras foram abatidas. Só as humildes violetas escaparam ao massacre.

E uma delas, olhando à sua volta, gritou às companheiras: Olhem e vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se erguem com orgulho e impertinência!

Disse uma outra: Vivemos coladas à terra, mas escapamos da fúria dos furacões.

Uma segunda disse: Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nós.

A rainha das violetas viu, também, a rosa que tinha sido violeta estendida por terra, como morta, e disse: “Vejam e meditem, minhas filhas, sobre o destino da violeta que as ambições embriagaram. Que sua infelicidade lhes sirva de exemplo”.

Ouvindo estas palavras, a rosa agonizante se agitou e disse, com voz entrecortada: “Escutai antes, vós, ignorantes, medíocres, covardes. Ontem eu era como vós, humilde e satisfeita, mas a satisfação que me protegia, TAMBÉM ME LIMITAVA”. Podia continuar a viver como vocês, colada à terra, até que o inverno me envolvesse na sua neve e me levasse ao silencio eterno, sem conhecer os segredos e as glórias desta vida mais do que as inúmeras gerações de violetas, desde que elas existem. Mas escutei no silencio da noite e ouvi o mundo superior dizer a este mundo: - O alvo da vida é alcançar o que há além da vida. Pedi, então à Natureza – que nada é senão a materialização dos nossos sonhos invisíveis – que me transformasse em rosa.

E a Natureza atendeu ao meu desejo.
Vivi uma hora como rosa.
Vivi uma hora como rainha.
Vi o mundo com os olhos das rosas.
Ouvi a melodia do éter com os ouvidos das rosas.
Acariciei a luz com as pétalas das rosas.
Pode alguma de vós gabar-se desta honra?

Morro, sabendo o que há por trás dos horizontes estreitos onde nasci.

ESTE É  O ALVO DA VIDA.

Escultura

15 set 2008

 
Toque a midia para ouvir o poema

Dois povos, um destino - by Arlete Pietade Projeto Cultural ABRALI - Declamado por Roberto Oliveira -
www.mundopoeta.net/fadadasletras


~Escultura~


Como uma escultura delicada
Colocaste em minhas mãos...
Tua solidão... fragilidade...
Voltaste á minha vida...
Para saciares tua necessidade...

Como um sedento de amor...
Faminto de afecto e carinho...
Vieste á minha presença...
Procurando teu caminho

Como delicada escultura...
Ainda por terminar...
Qual cera ou vidro quente...
Para eu moldar...

 Serei a artesã...
talvez a artista...
Mas tenho tanto medo...

Que a frágil escultura
Em minhas mãos...
Não resista...

Arlete Piedade (Portugal) & Roberto Oliveira (Brasil)

Tag: escultura

Música

11 set 2008

Música
                         


Combinações de sons e ritmos variados que através de milênios vem proporcionando lazer e despertando talentos.

Música, que aplaca a ira, que acalma a fera, que num toque de recolher, finda a guerra e anuncia a paz.

Música sacra, que nos mosteiros, sinagogas e capelas..., mantém os fiéis em sintonia com o criador e seus ministros, buscando a paz interior, a harmonia, firmando a fé. Dizem que até os anjos executam melodias divinas em suas harpas!

E os seresteiros? Com seus variados instrumentos emitem declarações de paixão e afeto através da música romântica, sob a janela da donzela cobiçada.

Oh, música! Que quando invade os salões converte o homem mais bruto num perfeito cavalheiro, que se aproxima d’uma dama e num gesto gentil lhe convida a bailar! – Senhorita, dá-me o prazer desta contradança? Marcando talvez, o inicio de um bom relacionamento, quem sabe, até mesmo um matrimônio!

E a Banda Musical? Presente em cada cidade, musicando e testemunhando grandes comemorações, entretendo, em praças públicas, os passantes. Incentivando flertes, presenciando namoros, marcando a cultura, os costumes de nossa Pátria amada e garantindo para o futuro uma eterna e saudável lembrança daquele momento.

Reis, súditos, imperadores, escravos..., fortes, fracos, ricos, pobres, sadios, enfermos... todos têm acesso à música.

Por falar em música, quem a executa? Poderá ser você!
Vá a sede da banda de sua cidade. Ela existe gratuitamente para todos. (...)

Parte de um texto escrito para o ENTRE-RIOS JORNAL - (o texto, em sua integra, permanece num recorte de jornal) - para alertar os governantes em relação ao Grêmio Musical 1º de Maio, na cidade de Três Rios, que tinha seus instrumentos com avarias, ao mesmo tempo, com a finalidade de anunciar aos cidadãos trirrienses, que há um meio gratuito de se aprender música.

Penso que é a forma mais acertada de alertar as autoridades; sem desapreço e tocando o interior, que existe em cada um de nós.

Roberto Oliveira - Música. ENTRE-RIOS JORNAL, 20/04/94.

Tag: musica

Amor na telinha

11 set 2008


 

AMOR NA TELINHA

Hoje acordei leve, o coração batendo lentamente.
Levantei-me e abri a janela... Dia lindo!
O sol espalhava luz por todos os lados. Parecia cantar como em dias de festa.

Aqui dentro o silêncio se fazia!

Olhei para os lados, uma casa toda desarrumada, um computador sobre a mesa, e papéis... muitos papéis espalhados, numa desarrumação total.

Mas eu queria falar de amor... de um amor desencontrado, de um amor jogado no ar... no  mundo... no fundo... de  corações distantes, de corações hesitantes que se colocam na telinha em berlinda...

Buscando o quê?
Talvez...! Talvez...! Quiçá...!
Quem sabe...!?
Um pouquinho aqui, um pouquinho ali... no mundo virtual...

Fiquei pensativo! Pensando neste meu querer falar de amor a paredes mudas e frias... a espaços vazios... enquanto lá fora o "deus sol" esparge tanta luz, tanto calor, aqui dentro o coração esfria, o silêncio abafa as palavras não ditas, as frases não ouvidas a eterna busca do eterno amor.

Pense nisto! E quando ligar a tua telinha... de noite... à noitinha... na madrugadinha de sua  vida... não enfrente esta telinha como uma “coisa...”
Pense...!!! Pense...!!! Pense!!!
Que lá do outro lado... em lugar distante, um ser de rosto desconhecido, coração sofrido... muitas vezes ansioso, é um ser que busca de ti, de mim... aquele afeto que falta no real.
Uma palavra amiga, um gesto de afeto, um elogio... talvez... um beijo de fantasia... mas que muitas vezes parece queimar teus lábios como se real fosse...
Este alguém... do outro lado da telinha busca tuas mãos e as sentem, quantas vezes percorrer teu corpo, que em fogo se acende muito mais como se realidade fosse!

Finalizando:
Nunca olhes para esta telinha
Como se coisa morta fosse....
Nunca fales para esta telinha
Como se ela ouvidos não tivesse...

Ame esta telinha.... ame os outros que do outro lado estão esperando aquele gesto... aquele ponto e vírgula...

Esperam assim:

Robnetrj diz : vms tc navegante? :)
Navegante diz: mas vives algures... mto distante...
:~(
Robnetrj diz: ñ tao distante...  quiçá... bem proximo o bastante! ;)
Navegante diz: a distancia é mto marcante... :(
Robnetrj diz: mas graças a esta telinha, podemos por bons instantes...
Navegante diz: ... nos unirmos exuberantes!!! :)
Robnetrj diz: quem sabe amigos... talvez amantes...
Navegante diz: blz errante!
Robnetrj diz: vlw  navegante!
@{--%----

Ou esperam pelo teu abraço, pelo teu sorriso mesmo que seja somente assim:

o teu suspiro... :-7
a tua lágrima, :~(
a tua confidência  ...
o teu pedido. :-]]]
um teu bom dia... com flores @{--%----
ou um toque de boa noite!!! :-o

Esta telinha é fria, mas do outro lado, com certeza, muitos corações palpitam.

Agora, que te falei dos meus sonhos, das minhas fantasias, dos meus anseios, dos meus desejos, da minha ansiedade, da minha lacuna... quero outra vez olhar lá fora e abraçar o sol.
Como se o sol fosse tu me dando:
aquele [ ] (abraço) que em longas noites, em longos dias...

ESTOU ESPERANDO!!!

www.mundopoeta.net

Roberto Oliveira (robnetrj)
BRASIL (RJ)

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