Combinações de sons e ritmos variados que através de milênios vem proporcionando lazer e despertando talentos.
Música, que aplaca a ira, que acalma a fera, que num toque de recolher, finda a guerra e anuncia a paz.
Música sacra, que nos mosteiros, sinagogas e capelas..., mantém os fiéis em sintonia com o criador e seus ministros, buscando a paz interior, a harmonia, firmando a fé. Dizem que até os anjos executam melodias divinas em suas harpas!
E os seresteiros? Com seus variados instrumentos emitem declarações de paixão e afeto através da música romântica, sob a janela da donzela cobiçada.
Oh, música! Que quando invade os salões converte o homem mais bruto num perfeito cavalheiro, que se aproxima d’uma dama e num gesto gentil lhe convida a bailar! – Senhorita, dá-me o prazer desta contradança? Marcando talvez, o inicio de um bom relacionamento, quem sabe, até mesmo um matrimônio!
E a Banda Musical? Presente em cada cidade, musicando e testemunhando grandes comemorações, entretendo, em praças públicas, os passantes. Incentivando flertes, presenciando namoros, marcando a cultura, os costumes de nossa Pátria amada e garantindo para o futuro uma eterna e saudável lembrança daquele momento.
Reis, súditos, imperadores, escravos..., fortes, fracos, ricos, pobres, sadios, enfermos... todos têm acesso à música.
Por falar em música, quem a executa? Poderá ser você!
Vá a sede da banda de sua cidade. Ela existe gratuitamente para todos. (...)
Parte de um texto escrito para o ENTRE-RIOS JORNAL - (o texto, em sua integra, permanece num recorte de jornal) - para alertar os governantes em relação ao Grêmio Musical 1º de Maio, na cidade de Três Rios, que tinha seus instrumentos com avarias, ao mesmo tempo, com a finalidade de anunciar aos cidadãos trirrienses, que há um meio gratuito de se aprender música.
Penso que é a forma mais acertada de alertar as autoridades; sem desapreço e tocando o interior, que existe em cada um de nós.
Roberto Oliveira - Música. ENTRE-RIOS JORNAL, 20/04/94.
Hoje acordei leve, o coração batendo lentamente.
Levantei-me e abri a janela... Dia lindo!
O sol espalhava luz por todos os lados. Parecia cantar como em dias de festa.
Aqui dentro o silêncio se fazia!
Olhei para os lados, uma casa toda desarrumada, um computador sobre a mesa, e papéis... muitos papéis espalhados, numa desarrumação total.
Mas eu queria falar de amor... de um amor desencontrado, de um amor jogado no ar... no mundo... no fundo... de corações distantes, de corações hesitantes que se colocam na telinha em berlinda...
Buscando o quê?
Talvez...! Talvez...! Quiçá...!
Quem sabe...!?
Um pouquinho aqui, um pouquinho ali... no mundo virtual...
Fiquei pensativo! Pensando neste meu querer falar de amor a paredes mudas e frias... a espaços vazios... enquanto lá fora o "deus sol" esparge tanta luz, tanto calor, aqui dentro o coração esfria, o silêncio abafa as palavras não ditas, as frases não ouvidas a eterna busca do eterno amor.
Pense nisto! E quando ligar a tua telinha... de noite... à noitinha... na madrugadinha de sua vida... não enfrente esta telinha como uma “coisa...”
Pense...!!! Pense...!!! Pense!!!
Que lá do outro lado... em lugar distante, um ser de rosto desconhecido, coração sofrido... muitas vezes ansioso, é um ser que busca de ti, de mim... aquele afeto que falta no real.
Uma palavra amiga, um gesto de afeto, um elogio... talvez... um beijo de fantasia... mas que muitas vezes parece queimar teus lábios como se real fosse...
Este alguém... do outro lado da telinha busca tuas mãos e as sentem, quantas vezes percorrer teu corpo, que em fogo se acende muito mais como se realidade fosse!
Finalizando:
Nunca olhes para esta telinha
Como se coisa morta fosse....
Nunca fales para esta telinha
Como se ela ouvidos não tivesse...
Ame esta telinha.... ame os outros que do outro lado estão esperando aquele gesto... aquele ponto e vírgula...
Esperam assim:
Robnetrj diz : vms tc navegante? :)
Navegante diz: mas vives algures... mto distante... :~(
Robnetrj diz: ñ tao distante... quiçá... bem proximo o bastante! ;)
Navegante diz: a distancia é mto marcante... :(
Robnetrj diz: mas graças a esta telinha, podemos por bons instantes...
Navegante diz: ... nos unirmos exuberantes!!! :)
Robnetrj diz: quem sabe amigos... talvez amantes...
Navegante diz: blz errante!
Robnetrj diz: vlw navegante! @{--%----
Ou esperam pelo teu abraço, pelo teu sorriso mesmo que seja somente assim:
o teu suspiro... :-7
a tua lágrima, :~(
a tua confidência ...
o teu pedido. :-]]]
um teu bom dia... com flores @{--%----
ou um toque de boa noite!!! :-o
Esta telinha é fria, mas do outro lado, com certeza, muitos corações palpitam.
Agora, que te falei dos meus sonhos, das minhas fantasias, dos meus anseios, dos meus desejos, da minha ansiedade, da minha lacuna... quero outra vez olhar lá fora e abraçar o sol.
Como se o sol fosse tu me dando:
aquele [ ] (abraço) que em longas noites, em longos dias...
BRASIL (RJ)

Alcei vôo nas arestas do mundo
achar quando, isto eu não sei.
Mas vou buscar fecundo
estou certo, encontrarei.
Sobrevoei vales e montes.
Rios sinuosos e aldeias.
Povoados aglomerantes,
selvas densas, inexploráveis...
deserto em brasa...
Cruzei até os sete mares!
Vi povos distintos,
ouvi suas línguas dessemelhantes
Sol ardente, secante inclemente...
Claridade ofuscante.
Anoitecer prateado ou despojado...
trevas constantes...
Frio intenso, nevascas profusas...
Tudo intrigante.
Chuvas trovejantes, tormentas...
ventos uivantes...
Mas nada disto me detém.
Ir em frente me convém!
Dias aforei... noites adentrei...
Ouvi o clamor da fúria cega...
Procedeu batalha!
Arcabouços destroçados...
solo rubro...
Banquete dos vermes...
das aves famélicas...
Tanto algoz quanto vitima
nem um mérito a cortejar
Um pensa que vence,
o outro perde o pensar...
A diferença, semeia acintosos indiferentes
para o justo colher o parvo impudico resultante.
Admirei a fome suntuosa
habitar sofregamente
no mesmo tugúrio
da miséria faminta e torta
Ouvem-se brados...
MAS... QUEM SE IMPORTA?!
Observei castos
que dão pernadas no piso...
outros, em rios de lágrimas,
extraordinárias braçadas...
Firma o teu passo mortal sem compasso!
Geração dúbia... prole extraviada...
Teus sóis são breves e desarrimados...
P'ra que anoitecer em descompasso?
Tanta birra me tirou a rima...
E quase esqueço a missão
de encontrar a cobiçada,
e arriscar união.
E enquanto aqui busco afeição,
acolá se controvertem em fel e vão...
Uma donzela eu avistei.
De cujo peito,
a amabilidade sobejava
Do Cavaleiro errante relatei,
dos teus enigmas alegava.
A púbere, interesse denotou.
Assentei-a em meu dorso,
ensaiei regresso.
Quando um sopro em meus ouvidos
austero apregoou:
- Criatura alada e fabulosa!
Apartai-te da donzela de fervor.
Trocai esta rosa majestosa
por qual desconhece o amor.
Deixei a moçoila de lado
nenhum desapontamento esboçou,
pois não lhe escassa extasiados
qual a voz me revelou.
Em nova busca me empenhei
uma dama triste a deparar.
Do ser dúbio asseverei
Um brilhantismo no olhar
Mas a dama é uma fada!
Padece de apego,
carece de fulgor...

E está aprisionada!
Só posso libertá-la
com meu mentor...
Vôo pleno muito apressado,
com o Cavaleiro
me encontrei.
Entusiasmado,
relatei o grande achado.
Ficou reflexivo,
creio que o motivei.
Doravante,
só me resta esperar
se a fada ele liberta,
qual rumo irá tomar...

Tenho um mitológico
dragão,
Causídico eterno dos poemas
e traço cores
com paixão.
Entretanto, não sou poeta
e nem sei sequer amar...
Sou um deserto árido,
causticante
e desapiedado...
Quem me ousa ávido,
tomba inerte
e desvelado...
Mas... Que oásis é este
que há em mim?
Que cobiça o peregrino,
quão amaina o sedento?
A noite cai e me sombreia...
A obscuridade me apraz.
Por serem lôbregos,
que coexisto com as tais...

Mas que luz é esta
que abrolha do alongado?
Dizimando o crepúsculo,
incitando enamorados?

Não.
Não faço ode e ignoro a ternura...
Sou a ventania austera
a devastar folhas viscosas
das flores varonis...
Então, por que tais refloriam?
Como das cinzas revolvem outras relvas
que cá deslumbram?
Meu ruidoso bestial
a teus sentidos
abespinham...

Num salto preciso e mortal,
dentes e garras
te atassalham...
Mas, que rosto clemente,
cujo olhar passível,
arresta o pulo eminente
e poupa a presa vencível?

Num avanço ondeante
alastro o pélago exorbitante
com furor e escarcéu...

sentimentos abrandados,
no silencio que corteja,
nos mantemos coligados?
Dou-te minhas costas,
cerro-te meus ouvidos,
pois proferes em tuas súplicas,
um amor desconhecido...
Então,
porque voraz num ser
confuso
partículas de cobiças
fulgentes,
enfatiza o poema
infuso
e excita o amor
clemente?

Meu olhar hipnotiza
o meu toque martiriza,
nulifica...
Intensa dor...

Oh ! Resto do orbe !
Só não vos lanço execração
porque...
ignoro a direção...
Ah !
Mas não há ira no peito
deste ente que conduz.
Forjado de tantos feitos
tão de encanto, quão de luz !

E nem mesmo sei amar.
Meu enigma é notável!
Quer me desvendar?
Traga pena, papiro e candeio...
Vem me doutrinar!

Antes, todavia convém,
que desvende a ti também...
Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira) "robnetrj"
O mar acolheu o rio…
Do rebentar com estrondo…
de inicial fervura…
nasceu o acomodo…
O abraço das águas resultou tumulto... depois bonança.
A salgada... lavou os dentes com os indícios da nascente
a oxigenada... encheu os pulmões de espumas divertidas
o noivado foi cometido ao largo... quem apadrinhou foi o sol
“Na noite de núpcias... a lua irisou o lençol de azuis plurais
hoje vivem nos oceanos... de brados revoltos... maduros ais
da união pororoca escoam-se gotas de prata para os céus
que se convertem em nuvens protectoras... desejados véus”
Ferool - www.mundopoeta.net/o_rio_namorou_o_mar
Ensaio de texto para a imagem construida e assinada por Roberto Oliveira - Mundo Poeta (robnetrj).
Só depois da aceitaçâo dos autores se deve fazer a montagem adequada: faço tudo como hipotese de trabalho, nada é definitivo.
A minha ideia é lenitiva, pois ela permite ao poeta ou ao autor de acordar neles outras fontes de inspiração, é o meu ponto de vista. A interligação das obras apenas tem esse objectivo. Estamos em laboratório de trabalhos. Não se esqueçam que a poesia é: 10% de inspiraçâo e 90% de suor, salvo casos raros.
Tudo o que faço ou digo é subjectivo, portanto a ser contrariado...






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