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Setembro 2008

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Ficheiro Setembro 2008



Sentença

Mago:

Submeta tua alma a mim, Fada fraterna!

Galardoar-te-ei com a vida eterna...

Desvendar-te-ei a felicidade suprema

Aliviar-te-ei o fardo, repelindo o pesar...

Inundar-te-ei da alegria pura e plena.

Abrasar-te-ei com o verdadeiro calor do amar!

... E o que foi dito,
que seja escrito ...

Cavaleiro Mago


Fada:

A ti minha alma fraterna e ardente submeterei,
todo o meu ser apaixonado e carente te darei,
a dor da separação física sei que não temerei,
porque da tua recordação o resto da vida, viverei.

Quando os nossos espíritos leves se libertarem
e juntos, enfim, as estrelas brilhantes alcançarem,
dançarão cósmicos, étereos e eternos bailados...

Em evoluções bruxeleantes brilhando na noite escura,
quais amorosas galáxias unidas em beijos de luz pura
como orgasmos siderais que mortal algum
viu jamais.

Fada do Mago e do Drago

Fada das Letras

E que assim seja...

Dueto Mago & Fada

22 set 2008

Receba o Epíteto e o Bosque que te dei.   

Oferto-te com o que é mais possível
nesses instantes em que nossos corpos
jamais puderam se tocar em aprazível.

Receba com calor o que fiz com tanto ardor.
Submeti-me a sacrifícios para existir mérito,
pois sem os tais não há brio, sequer valor

Quero que sinta nesta obra linda
O máximo que a essência d’um ser
pode emanar para sua eleita querida
corroborar afeto, produzir prazer...

Se o crepúsculo que vem caindo, me anoitecer
entre neste teu bosque que aqui estarei
estimando a lisura no tecer
p'ra amainar o embalde desejo de te ver,
tocar, respirar, sentir e te envolver

Cingindo o teu sorriso ledo,
exaurindo o teu lacrimejar nostalgia,
certificando-te que há um dilúculo
onde jazeremos com a fidúcia

DE NUNCA MAIS HAVER ESTORVOS

NESTE ALMEJADO DEFRONTAR.

... e o que foi escrito que seja cumprido!

Cavaleiro Mago



De todo o coração, os receberei.   

Para sempre a tua Fada das Letras serei
e no bosque que me ofertaste, habitarei
Te esperarei nas luminosas madrugadas
Envolvida nas minhas frágeis e finas asas

Nunca mais experimentarei solidão e nostalgia
Aqui de tua alma enleada na minha, desfrutarei
Tua dádiva celestial, fonte de eterna alegria
Nesta vida e pela eternidade, cá te aguardarei

Se as vicissitudes da vida, se vieram manifestar
E as forças do mal de novo nos quiserem separar
No palácio que me ofertaste, me virei albergar
As emoções que me abonaste, irão me amparar

E se nesta vida terrena, nunca te puder tocar,
Ao encontro do teu corpo etéreo, irei voar
Em serenas madrugadas para te poder amar
Em voláteis luzes pelo bosque te irei abraçar

Se de mim tiveres saudades, vem-me visitar
Adentra meu bosque encantado, galopando
Na relva perfumada, vem comigo descansar
De tuas lutas e duras batalhas, irei te cuidar

Fada das Letras




Ato VIII - Epílogo


Epopéia com a Morte

- Refutação -

Meu nome, é Morte
Meu jugo é leve
e o meu toque,
suave...

Não faço colheita
temporão.
Resguardo no fundo do abismo
quem é jogado de precoce
Por aquele que se diz;
irmão.

Se pôr termo à própria vida
Não terás o meu
encontro.
estarás fugindo indócil
Ao teu próprio
desencontro.

Consinto ao vento derruir,
a folha amarelada,
p'ra que viva onde cair
outra relva persistida.

Se tombares inerte,
não fui eu
Alguma mazela,
que te abateu.

Mas não estarás
desvelado,
porque estarei
ao teu lado.

Teu irmão te ceifa
com todo prazer...
Sou o Ceifador?
Lastimam em teu jazer...
Mas, quem causou a dor?

Feneceram aquela rama
em ligeiro ofegar
p'ra
perfumar o teu féretro,
e
decorar a tua lousa.

O lar que te abriga,
o berço que te embala,
a alcova que te alivía,
a mobília que te conforta;

MADEIRAA!!!!!!!!!!!!!!!

Por que me temes assim?
Quando ganhaste vida:
Tua carne para o pó
Tu'alma para mim !

Dilaceras tua carne
grácil
Quando atentas abusão
Qual presa parva e
fácil
Vens em minha direção...

Sou tanto inadiável
quanto o surgir da alva
e tão notável,
quão a queda do ocaso

O meu vale não é das sombras.
Sombria, deve ser a tua alma!

Porque o meu jugo é leve
e o meu toque, suave

Alarmante, é a forma de findar...
P'ra que os vivos não se apressem,
em vir me pesquisar.

Cessai as tuas guerras,
Sustentai o aflorar,
Preservai as tuas terras,
Respeitai teus rios, ar e mar...

Por que temes a mim?

Com teu jeito de viver,
Tal maneira em governar...
Eu quem devo te temer,
quem careço, lamentar...

A vida, é a seqüência da morte.
A morte, é a conseqüência da vida.

Mas, meu jugo é leve
e o meu toque,
bem suave...

Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira - robnetrj)

Dead Can Dance (Os Mortos Podem Dançar) Música: Yulunga

Ficheiro Setembro 2008

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