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Sentença

Mago:

Submeta tua alma a mim, Fada fraterna!

Galardoar-te-ei com a vida eterna...

Desvendar-te-ei a felicidade suprema

Aliviar-te-ei o fardo, repelindo o pesar...

Inundar-te-ei da alegria pura e plena.

Abrasar-te-ei com o verdadeiro calor do amar!

... E o que foi dito,
que seja escrito ...

Cavaleiro Mago


Fada:

A ti minha alma fraterna e ardente submeterei,
todo o meu ser apaixonado e carente te darei,
a dor da separação física sei que não temerei,
porque da tua recordação o resto da vida, viverei.

Quando os nossos espíritos leves se libertarem
e juntos, enfim, as estrelas brilhantes alcançarem,
dançarão cósmicos, étereos e eternos bailados...

Em evoluções bruxeleantes brilhando na noite escura,
quais amorosas galáxias unidas em beijos de luz pura
como orgasmos siderais que mortal algum
viu jamais.

Fada do Mago e do Drago

Fada das Letras

E que assim seja...

Dueto Mago & Fada

22 set 2008

Receba o Epíteto e o Bosque que te dei.   

Oferto-te com o que é mais possível
nesses instantes em que nossos corpos
jamais puderam se tocar em aprazível.

Receba com calor o que fiz com tanto ardor.
Submeti-me a sacrifícios para existir mérito,
pois sem os tais não há brio, sequer valor

Quero que sinta nesta obra linda
O máximo que a essência d’um ser
pode emanar para sua eleita querida
corroborar afeto, produzir prazer...

Se o crepúsculo que vem caindo, me anoitecer
entre neste teu bosque que aqui estarei
estimando a lisura no tecer
p'ra amainar o embalde desejo de te ver,
tocar, respirar, sentir e te envolver

Cingindo o teu sorriso ledo,
exaurindo o teu lacrimejar nostalgia,
certificando-te que há um dilúculo
onde jazeremos com a fidúcia

DE NUNCA MAIS HAVER ESTORVOS

NESTE ALMEJADO DEFRONTAR.

... e o que foi escrito que seja cumprido!

Cavaleiro Mago



De todo o coração, os receberei.   

Para sempre a tua Fada das Letras serei
e no bosque que me ofertaste, habitarei
Te esperarei nas luminosas madrugadas
Envolvida nas minhas frágeis e finas asas

Nunca mais experimentarei solidão e nostalgia
Aqui de tua alma enleada na minha, desfrutarei
Tua dádiva celestial, fonte de eterna alegria
Nesta vida e pela eternidade, cá te aguardarei

Se as vicissitudes da vida, se vieram manifestar
E as forças do mal de novo nos quiserem separar
No palácio que me ofertaste, me virei albergar
As emoções que me abonaste, irão me amparar

E se nesta vida terrena, nunca te puder tocar,
Ao encontro do teu corpo etéreo, irei voar
Em serenas madrugadas para te poder amar
Em voláteis luzes pelo bosque te irei abraçar

Se de mim tiveres saudades, vem-me visitar
Adentra meu bosque encantado, galopando
Na relva perfumada, vem comigo descansar
De tuas lutas e duras batalhas, irei te cuidar

Fada das Letras




Ato VIII - Epílogo


Epopéia com a Morte

- Refutação -

Meu nome, é Morte
Meu jugo é leve
e o meu toque,
suave...

Não faço colheita
temporão.
Resguardo no fundo do abismo
quem é jogado de precoce
Por aquele que se diz;
irmão.

Se pôr termo à própria vida
Não terás o meu
encontro.
estarás fugindo indócil
Ao teu próprio
desencontro.

Consinto ao vento derruir,
a folha amarelada,
p'ra que viva onde cair
outra relva persistida.

Se tombares inerte,
não fui eu
Alguma mazela,
que te abateu.

Mas não estarás
desvelado,
porque estarei
ao teu lado.

Teu irmão te ceifa
com todo prazer...
Sou o Ceifador?
Lastimam em teu jazer...
Mas, quem causou a dor?

Feneceram aquela rama
em ligeiro ofegar
p'ra
perfumar o teu féretro,
e
decorar a tua lousa.

O lar que te abriga,
o berço que te embala,
a alcova que te alivía,
a mobília que te conforta;

MADEIRAA!!!!!!!!!!!!!!!

Por que me temes assim?
Quando ganhaste vida:
Tua carne para o pó
Tu'alma para mim !

Dilaceras tua carne
grácil
Quando atentas abusão
Qual presa parva e
fácil
Vens em minha direção...

Sou tanto inadiável
quanto o surgir da alva
e tão notável,
quão a queda do ocaso

O meu vale não é das sombras.
Sombria, deve ser a tua alma!

Porque o meu jugo é leve
e o meu toque, suave

Alarmante, é a forma de findar...
P'ra que os vivos não se apressem,
em vir me pesquisar.

Cessai as tuas guerras,
Sustentai o aflorar,
Preservai as tuas terras,
Respeitai teus rios, ar e mar...

Por que temes a mim?

Com teu jeito de viver,
Tal maneira em governar...
Eu quem devo te temer,
quem careço, lamentar...

A vida, é a seqüência da morte.
A morte, é a conseqüência da vida.

Mas, meu jugo é leve
e o meu toque,
bem suave...

Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira - robnetrj)

Dead Can Dance (Os Mortos Podem Dançar) Música: Yulunga

Escultura

15 set 2008

 
Toque a midia para ouvir o poema

Dois povos, um destino - by Arlete Pietade Projeto Cultural ABRALI - Declamado por Roberto Oliveira -
www.mundopoeta.net/fadadasletras


~Escultura~


Como uma escultura delicada
Colocaste em minhas mãos...
Tua solidão... fragilidade...
Voltaste á minha vida...
Para saciares tua necessidade...

Como um sedento de amor...
Faminto de afecto e carinho...
Vieste á minha presença...
Procurando teu caminho

Como delicada escultura...
Ainda por terminar...
Qual cera ou vidro quente...
Para eu moldar...

 Serei a artesã...
talvez a artista...
Mas tenho tanto medo...

Que a frágil escultura
Em minhas mãos...
Não resista...

Arlete Piedade (Portugal) & Roberto Oliveira (Brasil)

Tag: escultura

O Encontro

11 set 2008

 

Era
O Encontro


Alcei vôo nas arestas do mundo

achar quando, isto eu não sei.
Mas vou buscar fecundo
estou certo, encontrarei.

Sobrevoei vales e montes.
Rios sinuosos e aldeias.

Povoados aglomerantes,
selvas densas, inexploráveis...
deserto em brasa...
Cruzei até os sete mares!

Vi povos distintos,
ouvi suas línguas dessemelhantes

Sol ardente, secante inclemente...
Claridade ofuscante.
Anoitecer prateado ou despojado...
trevas constantes...

Frio intenso, nevascas profusas...
Tudo intrigante.

Chuvas trovejantes, tormentas...

ventos uivantes...

Mas nada disto me detém.
Ir em frente me convém!

Dias aforei... noites adentrei...

Ouvi o clamor da fúria cega...

Procedeu batalha!

Arcabouços destroçados...

solo rubro...

Banquete dos vermes...

das aves famélicas...


Tanto algoz quanto vitima
nem um mérito a cortejar
Um pensa que vence,
o outro perde o pensar...

A diferença, semeia acintosos indiferentes
para o justo colher o parvo impudico resultante.

Admirei a fome suntuosa
habitar sofregamente
no mesmo tugúrio
da miséria faminta e torta

Ouvem-se brados...
MAS... QUEM SE IMPORTA?!

Observei castos
que dão pernadas no piso...
outros, em rios de lágrimas,
extraordinárias braçadas...

Firma o teu passo mortal sem compasso!
Geração dúbia... prole extraviada...
Teus sóis são breves e desarrimados...
P'ra que anoitecer em descompasso?

Tanta birra me tirou a rima...
E quase esqueço a missão
de encontrar a cobiçada,
e arriscar união.

E enquanto aqui busco afeição,
acolá se controvertem em fel e vão...

Uma donzela eu avistei.
De cujo peito,
a amabilidade sobejava
Do Cavaleiro errante relatei,
dos teus enigmas alegava.

A púbere, interesse denotou.
Assentei-a em meu dorso,
ensaiei regresso.
Quando um sopro em meus ouvidos
austero apregoou:

- Criatura alada e fabulosa!
Apartai-te da donzela de fervor.
Trocai esta rosa majestosa
por qual desconhece o amor.

Deixei a moçoila de lado
nenhum desapontamento esboçou,
pois não lhe escassa extasiados
qual a voz me revelou.

Em nova busca me empenhei
uma dama triste a deparar.
Do ser dúbio asseverei
Um brilhantismo no olhar

Mas a dama é uma fada!
Padece de apego,
carece de fulgor...

E está aprisionada!
Só posso libertá-la
com meu mentor...

Vôo pleno muito apressado,
com o Cavaleiro
me encontrei.

Entusiasmado,
relatei o grande achado.
Ficou reflexivo,
creio que o motivei.

Doravante,
só me resta esperar
se a fada ele liberta,
qual rumo irá tomar...

Drago (Roberto Oliveira) robnetrj

www.mundopoeta.net/o_encontro


Era the mass
O Cavaleiro Mago e o Dragão

Eu sou o Cavaleiro do Mago.
Tenho um mitológico
dragão,
Causídico eterno dos poemas
e traço cores
com paixão.

Entretanto, não sou poeta
e nem sei sequer amar...

Sou um deserto árido,
causticante
e desapiedado...
Quem me ousa ávido,
tomba inerte
e desvelado...

Mas... Que oásis é este
que há em mim?
Que cobiça o peregrino,
quão amaina o sedento?

A noite cai e me sombreia...
A obscuridade me apraz.
Por serem lôbregos,
que coexisto com as tais...



Mas que luz é esta
que abrolha do alongado?
Dizimando o crepúsculo,
incitando enamorados?

Não.
Não faço ode e ignoro a ternura...

Sou a ventania austera
a devastar folhas viscosas
das flores varonis...

Então, por que tais refloriam?
Como das cinzas revolvem outras relvas
que cá deslumbram?

Meu ruidoso bestial
a teus sentidos
abespinham...


Num salto preciso e mortal,
dentes e garras
te atassalham...

Mas, que rosto clemente,
cujo olhar passível,
arresta o pulo eminente
e poupa a presa vencível?


Sou um rio revel.
Num avanço ondeante
alastro o pélago exorbitante
com furor e escarcéu...


Quão após esta peleja,
sentimentos abrandados,
no silencio que corteja,
nos mantemos coligados?

Dou-te minhas costas,
cerro-te meus ouvidos,
pois proferes em tuas súplicas,
um amor desconhecido...

Então,
porque voraz num ser
confuso
partículas de cobiças
fulgentes,
enfatiza o poema
infuso
e excita o amor
clemente?


Sou um Mago causador.
Meu olhar hipnotiza
o meu toque martiriza,
nulifica...
Intensa dor...


E se ergo o meu cajado...
Oh ! Resto do orbe !
Só não vos lanço execração
porque...
ignoro a direção...
 
Ah !
Mas não há ira no peito
deste ente que conduz.
Forjado de tantos feitos
tão de encanto, quão de luz !


Não... Não cunho versos...
E nem mesmo sei amar.

Meu enigma é notável!
Quer me desvendar?

Traga pena, papiro e candeio...

Vem me doutrinar!



Antes, todavia convém,

que desvende a ti também...

Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira) "robnetrj"

www.mundopoeta.net/o_cavaleiro_e_o_dragao


 


O mar acolheu o rio…

Do rebentar com estrondo…
de inicial fervura…
nasceu o acomodo…

O abraço das águas resultou tumulto... depois bonança.
A salgada... lavou os dentes com os indícios da nascente
a oxigenada... encheu os pulmões de espumas divertidas
o noivado foi cometido ao largo... quem apadrinhou foi o sol

“Na noite de núpcias... a lua irisou o lençol de azuis plurais
hoje vivem nos oceanos... de brados revoltos... maduros ais
da união pororoca escoam-se gotas de prata para os céus
que se convertem em nuvens protectoras... desejados véus”

Ferool  - www.mundopoeta.net/o_rio_namorou_o_mar

- Fenomeno da pororoca -

Ensaio de texto para a imagem construida e assinada por Roberto Oliveira - Mundo Poeta (robnetrj).

Só depois da aceitaçâo dos autores se deve fazer a montagem adequada: faço tudo como hipotese de trabalho, nada é definitivo.

A minha ideia é lenitiva, pois ela permite ao poeta ou ao autor de acordar neles outras fontes de inspiração, é o meu ponto de vista. A interligação das obras apenas tem esse objectivo. Estamos em laboratório de trabalhos. Não se esqueçam que a poesia é: 10% de inspiraçâo e 90% de suor, salvo casos raros.

Tudo o que faço ou digo é subjectivo, portanto a ser contrariado...

Fernando Oliveira - (Paris )- 21:17:31

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