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Setembro 2008

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Era the mass
O Cavaleiro Mago e o Dragão

Eu sou o Cavaleiro do Mago.
Tenho um mitológico
dragão,
Causídico eterno dos poemas
e traço cores
com paixão.

Entretanto, não sou poeta
e nem sei sequer amar...

Sou um deserto árido,
causticante
e desapiedado...
Quem me ousa ávido,
tomba inerte
e desvelado...

Mas... Que oásis é este
que há em mim?
Que cobiça o peregrino,
quão amaina o sedento?

A noite cai e me sombreia...
A obscuridade me apraz.
Por serem lôbregos,
que coexisto com as tais...



Mas que luz é esta
que abrolha do alongado?
Dizimando o crepúsculo,
incitando enamorados?

Não.
Não faço ode e ignoro a ternura...

Sou a ventania austera
a devastar folhas viscosas
das flores varonis...

Então, por que tais refloriam?
Como das cinzas revolvem outras relvas
que cá deslumbram?

Meu ruidoso bestial
a teus sentidos
abespinham...


Num salto preciso e mortal,
dentes e garras
te atassalham...

Mas, que rosto clemente,
cujo olhar passível,
arresta o pulo eminente
e poupa a presa vencível?


Sou um rio revel.
Num avanço ondeante
alastro o pélago exorbitante
com furor e escarcéu...


Quão após esta peleja,
sentimentos abrandados,
no silencio que corteja,
nos mantemos coligados?

Dou-te minhas costas,
cerro-te meus ouvidos,
pois proferes em tuas súplicas,
um amor desconhecido...

Então,
porque voraz num ser
confuso
partículas de cobiças
fulgentes,
enfatiza o poema
infuso
e excita o amor
clemente?


Sou um Mago causador.
Meu olhar hipnotiza
o meu toque martiriza,
nulifica...
Intensa dor...


E se ergo o meu cajado...
Oh ! Resto do orbe !
Só não vos lanço execração
porque...
ignoro a direção...
 
Ah !
Mas não há ira no peito
deste ente que conduz.
Forjado de tantos feitos
tão de encanto, quão de luz !


Não... Não cunho versos...
E nem mesmo sei amar.

Meu enigma é notável!
Quer me desvendar?

Traga pena, papiro e candeio...

Vem me doutrinar!



Antes, todavia convém,

que desvende a ti também...

Cavaleiro Mago (Roberto Oliveira) "robnetrj"

www.mundopoeta.net/o_cavaleiro_e_o_dragao


 


O mar acolheu o rio…

Do rebentar com estrondo…
de inicial fervura…
nasceu o acomodo…

O abraço das águas resultou tumulto... depois bonança.
A salgada... lavou os dentes com os indícios da nascente
a oxigenada... encheu os pulmões de espumas divertidas
o noivado foi cometido ao largo... quem apadrinhou foi o sol

“Na noite de núpcias... a lua irisou o lençol de azuis plurais
hoje vivem nos oceanos... de brados revoltos... maduros ais
da união pororoca escoam-se gotas de prata para os céus
que se convertem em nuvens protectoras... desejados véus”

Ferool  - www.mundopoeta.net/o_rio_namorou_o_mar

- Fenomeno da pororoca -

Ensaio de texto para a imagem construida e assinada por Roberto Oliveira - Mundo Poeta (robnetrj).

Só depois da aceitaçâo dos autores se deve fazer a montagem adequada: faço tudo como hipotese de trabalho, nada é definitivo.

A minha ideia é lenitiva, pois ela permite ao poeta ou ao autor de acordar neles outras fontes de inspiração, é o meu ponto de vista. A interligação das obras apenas tem esse objectivo. Estamos em laboratório de trabalhos. Não se esqueçam que a poesia é: 10% de inspiraçâo e 90% de suor, salvo casos raros.

Tudo o que faço ou digo é subjectivo, portanto a ser contrariado...

Fernando Oliveira - (Paris )- 21:17:31

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